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Causas de Mortes

Visão geral da mortalidade global

 O número total de mortes anuais aumentou de 47,9 milhões em 1990 para 55,2 milhões em 2019, atingindo pico de 65,9 milhões em 2021 (por causa da COVID‑19) e caindo para 60,0 milhões em 2023.
 

 Apesar do aumento absoluto de mortes, a taxa de mortalidade padronizada por idade caiu cerca de 30% entre 2000 e 2023 (de ~1009 para ~702 óbitos por 100 mil habitantes).
 

 O estudo mostra que, ao longo das três décadas, houve forte queda na mortalidade por doenças infecciosas e neonatais, mas crescimento relativo dos óbitos por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e algumas causas externas em várias regiões.

Fonte dos Dados

O estudo “Global burden of 292 causes of death in 204 countries and territories and 660 subnational locations, 1990–2023” apresenta um panorama extremamente abrangente da mortalidade global por 292 causas em 204 países e 660 áreas subnacionais, de 1990 a 2023, com foco em níveis, tendências, idade ao óbito e probabilidade de morrer antes dos 70 anos.

Acesse o Estudo

Principais causas de morte no mundo

 Em quase todo o período 1990–2023, doença isquêmica do coração e acidente vascular cerebral (AVC) permaneceram como 1ª e 2ª causas de morte por taxas padronizadas, exceto em 2021, quando a COVID‑19 liderou.
 

 Em 2023, as cinco principais causas de morte (nível 3) foram: doença isquêmica do coração, AVC, DPOC, infecções de vias aéreas inferiores e distúrbios neonatais.
 

Evolução de causas (taxas padronizadas, 1990–2023)

Quedas marcantes:

  •  Diarreias: de 674 para 142 óbitos por 100 mil.​
  • Tuberculose: de 426 para 116 por 100 mil.​
  • Câncer de estômago: de 233 para 103 por 100 mil.​
  • Sarampo: de 181 para 22 por 100 mil.

Aumento:

 Diabetes, doença renal crônica, Alzheimer/demências e HIV/AIDS apresentam aumento de taxas em nível global, ainda que com grande heterogeneidade regional.
 

Impacto da COVID‑19 (2020–2023)

  • Entre 2020 e 2023, a COVID‑19 causou cerca de 18,0 milhões de mortes (10,5 milhões em homens e 7,5 milhões em mulheres).​


  • Picos anuais de óbitos: 5,47 milhões em 2020, 9,42 milhões em 2021, 2,36 milhões em 2022 e 0,80 milhão em 2023.​


  • Países com maior número absoluto de mortes por COVID‑19 no período: Índia (3,08 milhões), EUA (1,21 milhão), Rússia (1,06 milhão), Indonésia (0,85 milhão) e Brasil (0,80 milhão).


  • Maiores taxas de mortalidade por 100 mil: Tunísia, Bolívia, Peru, Montenegro e Moldávia, todas acima de 2.000 óbitos por 100 mil habitantes acumulados (2020–2023).

Anos de vida perdidos e doenças evitáveis

Transição epidemiológica: CMNN, DCNT e Lesões

Transição epidemiológica: CMNN, DCNT e Lesões

  • Distúrbios neonatais permaneceram como principal causa global de anos de vida perdidos (YLLs) em quase todo o período; a taxa padronizada caiu de ~44.878 para ~23.989 YLLs por 100 mil entre 1990 e 2023 (queda de ~46%).​


  • Doenças preveníveis por vacinação (difteria, coqueluche, tétano, sarampo, febre amarela, raiva, hepatite B e alguns cânceres relacionados) reduziram os YLLs totais de 178 milhões em 1990 para cerca de 59,8 milhões em 2023 (queda de 66,5%).​


  • Outros grandes programas internacionais (por exemplo, HIV/AIDS, malária, doenças tropicais negligenciadas) também levaram a reduções combinadas de cerca de 51,6% em YLLs entre 1990 e 2023.

Transição epidemiológica: CMNN, DCNT e Lesões

Transição epidemiológica: CMNN, DCNT e Lesões

Transição epidemiológica: CMNN, DCNT e Lesões

No nível mais agregado, o GBD divide as causas em: (i) Doenças transmissíveis, maternas, neonatais e nutricionais (CMNN), (ii) Doenças não transmissíveis (DCNT), e (iii) Lesões.​


  • Em 1990, regiões da África Subsaariana (oeste, leste e centro) tinham as maiores taxas de mortalidade totais e fortemente dominadas por CMNN; em 2023, a proporção de CMNN no total de mortes caiu de ~73,4% para ~51,4% nessas regiões, evidenciando transição para DCNT.​


  • Em muitas regiões de baixa renda (África Subsaariana, sul da Ásia), a mortalidade por DCNT (principalmente cardiovasculares, cânceres, diabetes, renal crônica) cresce rapidamente e tende a se tornar o maior componente da carga de mortalidade.

Diferenças de sexo e idade

Probabilidade de morte antes de 70 anos

Probabilidade de morte antes de 70 anos

  • A idade média global ao óbito aumentou de 46,8 anos em 1990 para 63,4 anos em 2023 (todos os sexos).​


  • Homens: de 45,4 para 61,2 anos; mulheres: de 48,5 para 65,9 anos no mesmo período.​


  • Em 2023, o super‑região de alta renda apresentou as maiores idades médias de morte: mulheres 80,9 anos (chegando a 85,1 no Pacífico Asiático de alta renda, com Japão em 86,0 anos), homens 74,8 anos (78,6 no Pacífico Asiático de alta renda).​


  • Em contraste, África Subsaariana exibiu as menores idades médias ao óbito em 2023 (cerca de 38,0 anos para mulheres e 35,6 para homens), com países como Níger abaixo de 22 anos para alguns grupos

Probabilidade de morte antes de 70 anos

Probabilidade de morte antes de 70 anos

Probabilidade de morte antes de 70 anos

 O estudo calcula, por causa, sexo, ano e local, a probabilidade de morrer antes dos 70 anos, indicador central de “mortalidade prematura”.​


De 2000 a 2023, a probabilidade de morrer antes dos 70 anos de todas as causas combinadas diminuiu em todas as super‑regiões para ambos os sexos, mas com forte variação:

  • Homens: queda modesta no Caribe (‑2,2%) e América do Norte de alta renda (‑9,6%), mas muito maior no Pacífico Asiático de alta renda (‑36,0%) e no Leste Asiático (‑43,8%).​


  • Mulheres: quedas foram pequenas em Oceania (‑2,6%) e Caribe (‑6,0%) e grandes no Leste Asiático (‑58,2%) e Europa Oriental (‑35,6%).​


Houve países onde a probabilidade de morrer antes dos 70 anos total aumentou entre 2000 e 2023:

  • Homens: Palestina (+40,6%), Líbano, Guam, Paraguai, República Dominicana, e Venezuela.​


  • Mulheres: 12 países, incluindo Líbia, Palestina, Líbano, Venezuela, Tonga, Ilhas Salomão, Samoa, Guam, Ilhas Marshall, Paraguai, República Dominicana e Fiji.​


Em muitos desses, o aumento é principalmente impulsionado por conflitos armados, terrorismo, uso de drogas, doença renal crônica ou malária, dependendo do país.

Conflitos, Violência e Desastres

Conflito e terrorismo mostram grande concentração geográfica

Conflito e terrorismo mostram grande concentração geográfica

Conflito e terrorismo mostram grande concentração geográfica

  • 1995–2023: cerca de 51–52% das mortes femininas e masculinas por conflito/terrorismo ocorreram no Norte da África e Oriente Médio, embora essa região concentre <8% da população mundial de cada sexo.


  • Europa Oriental responde por 7–8% dessas mortes, com apenas ~3% da população global.


  • Em 2023, a Palestina teve a maior taxa de mortalidade por conflito/terrorismo no mundo (3.858 por 100 mil), mais de cinco vezes a de Ucrânia (segunda colocada, ~701 por 100 mil); Sudão, Rússia e Burkina Faso aparecem na sequência.


  • Mortes por violência interpessoal vêm caindo globalmente, mas pioram nas regiões mais violentas, ligadas a crime organizado, tráfico de drogas e instabilidade social.


  • Eventos extremos recentes incluem o terremoto de 2023 na Turquia e ondas de calor de 2022–23 na Europa, que geraram aumentos regionais de mortes por desastres e exposição ao calor/frio.

Lesões, autoagressão e violência

Conflito e terrorismo mostram grande concentração geográfica

Conflito e terrorismo mostram grande concentração geográfica

  • Autoagressão (suicídio) apresenta queda global desde os anos 1990, mas com aumentos importantes em algumas regiões: América Latina Central, e incrementos moderados na América Latina Andina, América do Norte de alta renda, Pacífico Asiático de alta renda e América Latina Tropical.​


  • Em contraste, a China e outras partes do Leste Asiático tiveram fortes reduções em suicídio, associadas a melhorias socioeconômicas e políticas públicas específicas.​


  • Taxas de mortalidade por lesões de trânsito (road injuries) caíram globalmente (a probabilidade de morrer antes dos 70 anos: masculino –21,1%; feminino –20,3% entre 2000 e 2023), mas cresceram muito em alguns países, como Serra Leoa, Uganda e Malawi para homens, e RDC, Serra Leoa e Paquistão para mulheres.

Doenças não transmissíveis em crescimento


Entre os 50 principais óbitos femininos, as maiores elevações da probabilidade de morrer antes dos 70 anos (2000–2023) ocorrem em:

  • Doenças pulmonares intersticiais/sarcoidose, transtornos por uso de drogas, câncer de lábio/cavidade oral, fibrilação atrial, Alzheimer/demência, diabetes, cardiopatia hipertensiva, câncer de pâncreas, Parkinson, câncer de ovário, outras doenças endócrinas/metabólicas, doença renal crônica, valvulopatias não reumáticas.​


  • Em homens, o padrão é semelhante, com destaque para aumento da probabilidade de morrer antes dos 70 anos por diabetes (+75,6%), transtornos por uso de drogas (+56,8%), fibrilação atrial, doenças intersticiais, demência, Parkinson, doenças endócrinas/metabólicas, câncer de pâncreas, câncer de lábio/oral, próstata, doença renal crônica, outros cânceres e doenças cardiovasculares diversas.​


  • Em algumas regiões de alta renda, porém, a probabilidade de morrer antes dos 70 anos por essas causas está caindo (por exemplo, uso de drogas no Sudeste/East Asia; diabetes e câncer de ovário em super‑regiões de alta renda; doença renal em Europa Central/Oriental/Ásia Central).

Idade média ao óbito por causa e Índice Sociodemográfico

Para causas como doença isquêmica do coração, câncer de pulmão e doença renal crônica, há grande variação entre países no quão cedo as pessoas morrem:

Exemplo: mulheres com doença isquêmica do coração na Suíça morrem, em média, aos 88,4 anos (cerca de 6,8 anos acima do esperado), enquanto no Sudão do Sul essa média é de 61,2 anos (7,3 anos abaixo do esperado).​


Mulheres com câncer de traqueia/brônquios/pulmão morrem em média aos 82,8 anos no Japão (4,2 anos acima do esperado), mas em 55,6 anos no Malawi (12,8 anos abaixo do esperado).​


  • Há correlação moderada entre Índice Sociodemográfico (SDI) e idade média ao óbito: países com SDI mais alto tendem a ter óbitos por muitas causas em idades mais avançadas, mesmo após ajustar pela estrutura etária.​


  • Algumas exceções importantes: em países de alto SDI, a idade média ao óbito por uso de drogas, autoagressão e conflito/terrorismo é mais jovem do que o esperado, sugerindo riscos particulares nesses contextos

Tendências por faixa etária (2000–2023)

Tendências por faixa etária (2000–2023)

Tendências por faixa etária (2000–2023)

 Globalmente, de 2000 a 2023, todas as faixas de 5 anos dos 10 aos 69 anos tiveram queda nas taxas de mortalidade específicas por idade, mas essa tendência não é uniforme entre regiões.​


  • Apenas quatro regiões (Pacífico Asiático de alta renda, Ásia Central, Leste Asiático e Sul da Ásia) apresentaram queda consistente em todas as idades (10–69 anos), sexos e grandes grupos de causas (CMNN, DCNT, lesões).​


  • O Caribe é um exemplo de deterioração, com aumento em 40 combinações causa‑nível 1–sexo–idade; o maior incremento ocorreu em NCDs em mulheres de 25–29 anos (+489%) e em homens de 30–34 anos (+526%).​


  • Na América do Norte de alta renda, houve aumento em 37 combinações, com grande crescimento de mortes por DCNT em homens de 25–29 anos (+1305%) e de lesões (sobretudo intencionais) em homens de 60–64 anos (+264%), em boa medida relacionado a transtornos por uso de drogas e violência.

Desigualdades e prioridades em saúde

Tendências por faixa etária (2000–2023)

Tendências por faixa etária (2000–2023)

  • O estudo reforça o papel crítico da cooperação internacional na queda de CMNN e doenças preveníveis por vacina; interrupções de financiamento podem reverter avanços em HIV, tuberculose, malária e doenças infantis.​


  • Ao mesmo tempo, evidencia uma “epidemia” de DCNT em regiões de baixa e média renda, muitas vezes em sistemas de saúde pouco preparados para manejo crônico de longo prazo.​


  • Países com grande aumento da probabilidade de morrer antes dos 70 anos por conflitos (Palestina, Líbano, Ucrânia, Rússia, Sudão, Burkina Faso, Israel, Síria, Iêmen, Somália, etc.) enfrentam colapso de expectativas de vida e anos de vida perdidos massivos em curtos períodos

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